Home Atualidade Revelado Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2018: Amarante no 12º lugar dos municípios nacionais com maior diferença negativa entre o valor da amortização de empréstimos e o valor de novos empréstimos
Revelado Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2018: Amarante no 12º lugar dos municípios nacionais com maior diferença negativa entre o valor da amortização de empréstimos e o valor de novos empréstimos

Revelado Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2018: Amarante no 12º lugar dos municípios nacionais com maior diferença negativa entre o valor da amortização de empréstimos e o valor de novos empréstimos

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As dívidas dos municípios são mais baixas em 2018 do que em 2017, mesmo assim há 23 câmaras com dívidas que excedem em 1,5 vezes a média da receita corrente líquida cobrada nos três anos anteriores. De acordo com dados do Anuário, divulgado anualmente pela Ordem dos Contabilistas Certificados com o objetivo de ser uma referência na monitorização da eficiência do uso de recursos públicos pela administração local, a dívida das câmaras tem descido progressivamente desde há 10 anos, apresentando em 2018 o seu nível mais baixo. Como se constata, Amarante não vai ao encontro dessa tendência.

A dívida que os 308 municípios têm de pagar estava nos 4.243 milhões de euros, menos 9,7% (correspondente a 454,7 milhões de euros) do que em 2017. Contudo, há 23 câmaras, sobretudo municípios de pequena e de média dimensão, que têm uma dívida total superior a 1,5 vezes a média da receita corrente líquida cobrada nos três exercícios anteriores, o limite estabelecido por lei para a dívida dos municípios. Em 2017 eram 30 as câmaras que estavam nesta situação de sobreendividamento.

Esta lista é encabeçada por Fornos de Algodres, Vila Real de Santo António e Cartaxo, três municípios que estão em rutura financeira, por o valor da sua dívida ultrapassar em três vezes a média da receita corrente líquida cobrada nos três exercícios anteriores.

O Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses é publicado desde 2003 com o apoio da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC) e a colaboração do Tribunal de Contas, tendo esta edição sido coordenada pela investigadora Maria José Fernandes, do Instituto politécnico do Cávado e do Ave.