Home Cultura Adolfo Luxúria Canibal apresenta “No rasto dos duendes eléctricos” (Poesia), dia 14, pelas 16h30, na Biblioteca de Vila Meã
Adolfo Luxúria Canibal apresenta “No rasto dos duendes eléctricos” (Poesia), dia 14, pelas 16h30, na Biblioteca de Vila Meã

Adolfo Luxúria Canibal apresenta “No rasto dos duendes eléctricos” (Poesia), dia 14, pelas 16h30, na Biblioteca de Vila Meã

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Apresentação do Livro “No rasto dos duendes eléctricos (Poesia 1978-2018)” de Adolfo Luxúria Canibal.

SINOPSE
O rock é sobretudo contracultura, oposição à padronização ou higienização social. Na sua mais elementar definição, o rock está como um convite à liberdade, defendendo a oportunidade para a informalidade e para a mais desabrida emoção. Há um arrebatamento esperado no seu som, uma entrega que pressupõe a reeducação para a dimensão sensorial, profundamente animal, sem pudor ou crime.
O trabalho de Adolfo Luxúria Canibal é um dos mais cultos no panorama do rock português. Exímio à frente dos Mão Morta, o seu carisma justifica parte da contínua vigência da sua grande banda, carisma que adensa com letras frontais, sempre colocadas como golpe perante um mundo de seduções, vícios e falhas virtudes.
Não há um moralismo bacoco. O que diz é do foro da denúncia e é também afeição ao perigo, porque não se tem como exemplar, tem-se como livre.
Não é possível a cultura portuguesa recente passar ao lado da poesia que aqui se reúne. Em algum momento, todos fomos expostos à sua acidez perspicaz, pertinente, perante o pouquinho que tende a ser o mundo das pessoas. Entre amores abissais e políticas grotescas, alucinações de teor mais ou menos farmacêutico ou cidades cheias de passado, a poética de Adolfo Luxúria Canibal é a contemporaneidade completa, uma avidez, com seu modo próprio de se assumir e denunciar ao mesmo tempo. Sem culpa. Apenas força. Poderia dizer, inteligência.

por Valter Hugo Mãe, coordenador da coleção elogio da sombra